A indicação de um filme blockbuster de super heróis para
concorrer aos principais prêmios da academia, realmente foi uma surpresa, uma
inovação já que os filmes que concorrem aos prêmios geralmente possuem o título
de produções da arte. Porém a história produzida pela Marvel sobre o reino de
Wakanda, se destaca principalmente por seu contexto de direitos civis e
representatividade racial, além de diversas referencias a cultura Africana.
Resumo: O protagonista é T´Challa (Chadwick Boseman) que após
a morte do pai retorna a Nação de Wakanda para assumir o seu trono como rei, no
entanto ele é confrontado por um poderoso inimigo e se envolve em uma batalha
que pode colocar tudo aquilo que mais ama em perigo. Com a ajuda de sua família
e de seus principais aliados, ele está disposto a enfrentar seus desafios e
mostrar toda a força como pantera negra.
A direção de Ryan Coogler é perfeita no que diz respeito a
caracterização da cidade de Wakanda, se trata de uma mistura de sociedade Africana, na
linguagem, nos hábitos e no figurino dos personagens que nos traz uma ideia da
representatividade negra ao longo dos anos, porém ao mesmo tempo se trata de
uma sociedade evoluída e moderna tecnologicamente. O herói interpretado por
Chadwick é muito bem construído pela sua interpretação e humanização, sendo um
dos melhores da Marvel dos últimos anos.
Além do personagem principal, o elenco de peso ajuda a compor
os momentos emocionantes e divertidos do filme: Nakia (Lupita Nyong’o), Okoye
(Danai Gurira), Shuri (Letitita Wright) e Ramonda (Angela Basset) representam o
poder feminino pois são mulheres fortes, diferentes das mocinhas estereotipadas
como em outros filmes da super heróis, todas já intepretaram papéis de sucesso em
filmes e séries como The Waking dead e American Horror story.
Os destaques
masculinos ficam para os papéis do sábio Zuri (Forest Whitaker) e W’kabi
(Daniel Kaluuya) de corra, o vilão interpretado por Michael B. Jordan, por
outro lado deixa a desejar e segue a linha de antagonistas fracos da Marvel,
apesar de suas motivações concretas ele não convence muito.
A trilha sonora composta por Ludwig Goransson foi resultado da viagem do compositor a África do
Sul combinando a musicalidade presente nas cenas mais intensas da narrativa. Um
problema que me incomodou em alguns momentos, foram as cenas de ação que também
não impressionam, senti um pouco de falta das clássicas lutas, brigas e
explosões c dos filmes do gênero, que nesse caso derem lugar a história
e a construção mais aprofundada dos personagens.
O ponto alto, como eu comentei no início do post, foi o
contexto de representatividade negra, não somente pelo fato de quase todo o
elenco ser formado por pessoas negras, mas por todas as referencias e os
diálogos ligados ao passado e as lutas pelos direitos civis, O filme se encaixa
bem no período em que vivemos, por isso, agradou
tanto os críticos do Oscar. Acho difícil de
ganhar o prêmio principal, mas de qualquer forma o fato de estar entre os
indicados, já é uma grande conquista.
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