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quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Crônicas de natal 2: Um filme natalino a moda antiga!!

Recentemente, chegou a Netflix a continuação do filme original Crônicas de Natal que fez sucesso em 2018, tendo Kurt Russel no papel principal como papai noel, eu curti muito o primeiro filme pois  trouxe uma mensagem de esperança e fantasia que há muito tempo eu não via, assim como os clássicos Milagre na rua 34 e meu papai é noel. A continuação segue o mesmo estilo, tendo tudo o que um longa natalino para toda a família precisa, fantasia, comédia, mensagens de amor, tendo muitos clichês a história não inovou muito, mas é perfeita para quem quer curtir um filme de nata comum, já imaginando tudo o que irá acontecer.

Resumo: Na história, Kate agora é uma adolescente rebelde que não aceita passar o natal com a mãe e o novo namorado dela, a garota decide então fugir, caindo na armadilha de Belsnickel, um elfo vingativo que deseja destruir o natal. O vilão leva os dois irmãos para o pólo norte em mais uma aventura junto com o papai e a mamãe noel interpretada pela atriz dos anos 90 Goldie Hawn, outro personagem que entra no elenco é Jahzir Bruno que também teve destaque esse ano, no remake de convenção das bruxas.

Acredito que o filme não é melhor do que o primeiro, contando com duas horas de duração, a narrativa acaba se levando menos a sério, mais possui pontos positivos. Um deles para mim são os efeitos visuais, a bela caracterização do pólo norte, os brinquedos, os elfos, os doces, de fato toda essa magia é de encher os olhos, nos transportando para aquele mundo fantasioso, algo que é esperado vindo do cineasta Chris Columbus que já esteve a frente de produções como Harry Potter e Esqueceram de Mim, o estilo dele fica bem claro neste filme.

Algo que também gostei bastante foi a atuação de Kurt Russel, carismático e engraçado assim como no primeiro filme, destaque para a cena musical no aeroporto, a personagem vivida por Goldie Hawn é a típica senhora amorosa, mas que acaba não tendo muito aprofundamento. Curti bastante o personagem de Belsnickel,   vivido por Julian Dennison, apesar de ser bem estereotipado, as cenas de rivalidade entre ele e o papai noel são muito boas, sendo um vilão irônico, mas divertido, que no fundo só sentia falta de ser amado.

O roteiro têm muitos clichês, sendo um filme de natal com situações que já vimos muitas vezes, basta lembrar de Meu Papai é Noel com Tim Allen, mesmo assim consegue agradar toda a família, para quem procura uma boa história para acalmar o coração e se divertir, com certeza vale a pena!!

 

         Veja Também: Crônicas de natal - parte 1                                                                                                      

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Diretores marcantes do cinema : Francis Ford Coppola - parte 2!!

Continuando o post sobre Francis Ford Coppola, um diretor que marcou a linguagem cinematográfica, após a direção de o poderoso chefão, ele esteve a frente de outros filmes incríveis, saiba um pouco mais sobre cada um deles:


Apocalipse Now (1979): Adaptado do romance O coração das trevas, de Joseph Conrad, o diretor trouxe neste filme uma forte reflexão sobre a guerra do Vietnã, se passando em 1970, enquanto muitas obras mostram o lado heroico da guerra, a produção de Coppola é uma das poucas que retrata a devastação e o desespero provocados por ela.  O diretor enfrentava um período de vício em drogas ao dirigir este filme, causando diversos problemas na gravação no meio da floresta com o elenco, o que atrasou muito o lançamento, mesmo assim se tornou um grande sucesso.


Vidas sem rumo (1983): Neste drama adolescente, o diretor faz um belo retrato da juventude problemática e intensa, trazendo personagens que são membros de uma gangue de adolescentes violentos, se contrapondo a vida dos garotos ricos. Semelhante ao clássico juventude transviada, contou com atores ainda bem novos na época, como Tom Cruise, Ralph Macchio e Patrick Swayze.


O selvagem da motocicleta (1983): Foi realizado de maneira independente por Coppola por conta de dificuldades financeiras, mesmo assim se tornou um clássico cult ao longo dos anos. Conta a história do adolescente Rusty James, que vive a sombra de seu irmão ausente chamado de o motoqueiro, ele não possui sua própria identidade até que uma rivalidade contra uma gangue muda tudo, de fato é um filme mais reflexivo e intimista do diretor.


Peggy Sue – seu passado a espera (1986): Coppola foge de sua linha narrativa e dramática neste filme,  divertido e protagonizado por Kathleen Turner, é um clássico de comédia da sessão da tarde. Sobre uma dona de casa que desmaia e volta no tempo, reencontrando o seu namorado, com quem irá se casar e separar 25 anos depois, a atuação também de Nicolas Cage no filme é brilhante.


O Poderoso Chefão III (1990): Para mim a terceira parte da trilogia têm alguns problemas e não é tão boa quanto as outras duas, ele acompanha Michael Corleone envelhecendo, buscando legitimar os interesses de sua família. O fato do filme ter sido criticado, é principalmente pelo seu roteiro lento e arrastado e também por fugir do contexto de máfia e focar somente no personagem principal durante praticamente todo o longa.


Drácula de Bram Stoker (1992): Nos anos 90, Coppola esteve a frente de mais um filme grandioso, a versão do romance de Bram Stoker de drácula é considerada por muitos como a melhor. Ela é protagonizada por Gary Oldman, se passando no século 15, quando um líder renega a igreja após a instituição se recusar a enterrar sua amada em solo sagrado, assim ele se torna um morto vivo através dos anos, porém ao descobrir a reencarnação de sua noiva, ele vai atrás dela em Londres, de fato o filme possui uma incrível atuação do protagonista, belos efeitos visuais e foge do tom novelesco da versão original.


O homem que fazia chover (1997): Um filme cult pouco conhecido de Francis Ford Coppola, contando com Matt Damon e Danny DeVito, mas que traz uma reflexão moral e ética. Sobre um jovem advogado que está em seu primeiro caso, ele defende uma vítima de leucemia contra uma companhia de seguros que suspende o seu plano de saúde, mostrando toda a luta judicial envolvendo o caso.


O último filme dirigido por Coppola foi Distant Vision, uma produção experimental de 2015, porém os seus sucessos ficarão marcados para sempre em uma carreira cinematográfica muito renomada pela sua linguagem narrativa, repleta de diálogos e de cenas bem executadas, uma raridade no cinema atualmente!!

Veja Também:

Francis Ford Coppola - parte 1!!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Diretores marcantes do cinema: Francis Ford Coppola!!

 O cineasta Francis Ford Coppola, transformou a sétima arte redefinindo-a, conhecido principalmente por dirigir aquele que é considerado por muitos como o melhor filme de todos os tempos, o poderoso chefão. Porém, existem outros clássicos incríveis pelos quais é um diretor consagrado, mas a história dele é  conturbada, com uma infância difícil, nascido em 1939, cresceu no bairro do Queens em Nova York, o pai era músico e a mãe atriz, ele  teve poliomielite aos 9 anos , ficando quase um ano de cama, exercendo ali a sua criatividade.

Ele costumava nesse tempo sozinho criar engenhocas, brincando com marionetes e imaginando suas próprias histórias e personagens,  pensou  em seguir carreira no teatro, mas ao ver o filme Outubro de Sergei Eisenstein mudou completamente o seu pensamento. Estudou na UCLA, fazendo pequenos filmes, nos anos 60 realiza e escreve roteiros de produções de baixo orçamento, como Os amantes de nudismo e Demência 13, iniciando sua carreira ao dirigir a versão cinematográfica do musical O caminho do Arco-íris com Fred Aistare.

Coppola fez parte do movimento chamado de A nova Hollywood, junto de Briam de Palma, George Lucas, Martin Scorsese e Steven Spielberg, seu estilo se tornou marcante pela identidade nas telas.  Cada cena possuía uma caracterização original, própria e pensada com detalhes, além de tomadas longas , com diálogos extremamente bem construídos, vamos falar agora de alguns de seus clássicos:

 

 

O Poderoso Chefão (1972): Não há palavras para descrever a incrível linguagem narrativa deste filme de fato é um grande marco do cinema, contando com nomes como Marlom Brando e Al Pacino em suas melhores performances. A história acompanha Don Vito Corleone, o chefe de uma família de mafiosos, que  vê os seus negócios mudarem de rota ao serem assumidos por seu filho mais novo, de fato a produção é uma aula de cinema, seja pelos diálogos bem desenvolvidos, a direção que representa bem a estética tradicional da família Corleone  e as interpretações, repleto de cenas icônicas como a do batizado que é a minha favorita.

 

A conversação (1974): Apesar de ser pouco lembrado, também é uma obra muito elogiada de Coppola, contando a história de Harry Caul, um especialista em escutas que é contratado para seguir um casal e gravar suas conversas. Ele descobre através delas um mistério que envolve um grande crime, premiado no Festival de Cannes, a narrativa se tornou um sucesso de crítica.

 

 

O Poderoso Chefão – parte 2 (1974): O segundo é tão bom e aclamado quanto o primeiro, acompanhamos nele a interpretação de Al Pacino novamente como Michael Corleone, ele assume os negócios  do pai, é impressionante vermos o quanto o personagem dele se tornou ainda mais frio do que no primeiro filme. Em paralelo a isso, o filme traz Robert DeNiro como Vito Corleone mais jovem, abordando a sua luta para manter sua família e como ele se tornou um poderoso mafioso.

No próximo post, continuarei falando sobre os filmes de sucesso de Francis Ford Coppola!!

 

Veja Também:

Francis Ford Coppola - parte 2!!

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Representatividade negra: Filmes para refletir sobre o Racismo - parte 2!!

Continuando a última postagem, foi possível compreender que o cinema evoluiu muito na forma de representação dos negros, trazendo o racismo para as telas e promovendo reflexão sobre um assunto que ainda é um grande tabu. Confira agora alguns dos principais filmes recentes sobre o racismo:

 


Histórias cruzadas (2012) : O drama se passa nos anos 60, no Mississipi, quando uma jovem escritora interpretada por Emma Stone, decide entrevistar mulheres negras da cidade que deixaram suas vidas de lado para criar os filhos das mulheres brancas. Aos poucos diversas histórias de racismo parecidas começam a ser reveladas por essas mulheres, os maus tratos que sofreram ao longo dos anos, o filme também conta com Viola Davis e Octavia Spencer.


 

Django Livre (2012): Uma mistura de ação e faroeste ao estilo Quentin Tarantino, sobre Django, um escravo que consegue a sua liberdade através de um caçador de recompensas Alemão, propondo a ele uma parceria. A amizade entre os dois começa a crescer, eles atravessam o país para poderem encontrar a esposa de Django, escravizada por um fazendeiro, além de boas interpretações e do retrato da época da escravidão, a história também possui as clássicas cenas violentas como é comum nos filmes do diretor.


12 anos de escravidão (2013): Uma jornada épica, se passando em 1841, quando um violinista é sequestrado e vendido para se tornar um escravo, deixando sua esposa e filhos. Ele é forçado durante 12 anos a trabalhar em uma plantação de algodão, vivenciando diversos tipos de abusos físicos e emocionais de dois senhores, ao longo da história nos apegamos ao personagem e torcemos em todos os momentos pela sua liberdade.

 

Moonlight – sob a luz do luar (2016): O vencedor do Oscar têm Mahershala ali no papel principal de Chiron, um jovem negro e muito pobre que passa por uma incrível jornada de autoconhecimento. Durante o roteiro extremamente delicado, acompanhamos as três principais fases de sua vida: Desde o bullyng que sofreu na infância, a crise vivida na adolescência para se descobrir, até o conhecimento do mundo do crime e das drogas de maneira poética.


Corra (2017): Apesar de ser aparentemente um filme de suspense de Jordan Peele, ele traz diálogos repletos de reflexão sobre o racismo velado, escondido, mas que causa diversas consequências para a sociedade. Chris é um fotógrafo que viaja para conhecer os pais de sua namorada, aparentemente todos o recebem bem, mas o comportamento estranho da família mostra que existe algo de errado naquele lugar.

 

Infiltrado na Klan (2018): Outro filme premiado de Spike Lee, confesso que é um dos melhores filmes sobre racismo que eu já assisti, sobre a história real de um homem negro que entra para a polícia nos anos 70, no momento de segregação racial ele começa uma investigação sobre o grupo supremacista branco Ku Klux Klan. O filme mostra o lado dos ativistas negros e também o dos grupos racistas, o o ódio aos Afro-Americanos que atravessa gerações, tendo cenas incríveis que homenageiam a cultura negra, destaque para cena em que os racistas assistem ao nascimento de uma nação no cinema.


O ódio que você semeia (2018):  Baseado no livro de Angie Thomas, o filme trata do racismo estrutural, quando uma adolescente presencia o assassinato de seu melhor amigo por um policial branco, ela precisa testemunhar no tribunal por ser a única pessoa presente no momento do crime. Porém, a personagem começa a ser coagida a não dizer a verdade, mostrando o medo e a insegurança presentes na sociedade.

 

Pantera negra (2018): A história de heróis protagonizada por Chadwick Boseman se tornou muito mais do que isso, ela trouxe a representatividade negra através de todos os personagens do filme, dos diálogos repletos de referência, a trilha sonora e os figurinos. O roteiro fala sobre o príncipe do reino de Wakanda, um lugar repleto de simbologias e um design fantástico, destaque para o vilão que possui motivações e muito carisma.

Acredito que é um ponto extremamente positivo, existirem produções que falem cada vez mais sobre o racismo e tragam a representatividade negra. Apesar do mundo ter evoluído, o racismo ainda é uma realidade dura e difícil, que está muito longe de acabar, por isso a necessidade da arte sempre trazer a tona este tipo de reflexão!!

 

Veja Também:

Representatividade negra - parte 1!!

 

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Diretores marcantes do cinema: Alfred Hitchcock - parte 2!!

Continuando nossa postagem, sobre o diretor que marcou o cinema por conta de suas técnicas presentes até hoje nos filmes de suspense, após ter dirigido os seus primeiros filmes, Hitchcock se tornou cada vez mais maduro. Seu estilo se consagrou, era fácil reconhecer quando se tratava de um filme dele, gerando grandes obras primas, irei falar sobre elas no post de hoje:


Disque M para matar (1954): Outro sucesso de Hitchcock que traz o tema do crime perfeito, contando a história de um homem que decide matar sua mulher herdando o seu dinheiro, com o objetivo de se vingar pelo caso que ela teve com um escritor. Ele chantageia um colega para estrangulá-la e fazer parecer que o crime foi cometido por um ladrão, mas diversas coisas começam a dar errado, um remake  foi feito em 1998, protagonizado por Michael Douglas.

Janela Indiscreta (1954): Outro filme com inovações técnicas diferentes para a época, sobre um fotógrafo confinado em um apartamento por ter quebrado a perna, ele começa a vasculhar a vida dos vizinhos, suspeitando que um assassinato aconteceu. O roteiro é incrível, pois consegue manter a tensão mesmo o filme todo se passando em um mesmo cenário e por vermos tudo sob o olhar do protagonista, gerando ainda mais dúvida sobre o que de fato aconteceu.

O homem que sabia demais (1956): Uma trama que também traz algo comum nos filmes do diretor, um personagem que leva uma vida pacata, mas que se envolve em algo misterioso. Um médico americano passa as férias com a sua família no Marrocos, porém eles acabam envolvidos em um complô para assassinar um político, porém quando o seu filho é sequestrado, ele precisa seguir pistas até Londres para encontrá-lo, encontrando diversos desafios pelo caminho.

Um corpo que cai (1958): Um filme surpreendente, é impressionante como mesmo ele sendo muito antigo, consegue trazer um efeito de expectativa em quem assiste, o roteiro acompanha o detetive John Scottie que possui medo de alturas, quando um amigo pede que ele siga os passos de sua esposa, John percebe que a mulher possui tendências suicidas. O detetive, porém, se apaixona por ela, mas descobre aos poucos, os segredos que a personagem esconde.

Intriga Internacional (1959): A história mistura mistério e ação ao mesmo tempo, sendo eletrizante do começo ao fim, sobre um publicitário que é confundido por engano com um agente secreto, ele se envolve em uma rede de espionagem. Quando é acusado de assassinato, o homem luta para provar a sua inocência, ao mesmo tempo em que têm que escapar da polícia e dos criminosos que estão atrás dele.

Psicose (1960): Sem dúvida o filme mais famoso e conhecido de Hitchcock, o roteiro é intenso, repleto de reviravoltas desde o começo, uma trama de suspense, mas que com certeza é também um terror psicológico, com um dos psicopatas mais bem construídos do cinema, gerando inclusive o seriado Bates Motel. Marion Crane é uma secretária que deseja mudar de vida, roubando 40 milhões de dólares para se casar com o amante e fugindo durante uma tempestade, ela para em um hotel e conhece o perturbado jovem Norman Bates, o filme possui cenas inesquecíveis como a do assassinato no chuveiro e o final de quebrar a cabeça.


Os pássaros (1963): Uma obra de Hitchcock que foge um pouco do suspense e mistério, chegando mais perto de situações de desespero, sobre uma socialite que se interessa por um advogado, ela vai procurá-lo na pequena cidade onde ele passa os seus finais de semana. A mulher conhece a família do rapaz e a vida tranquila do local, mas tudo começa a mudar supreendentemente do meio do filme em diante, quando milhares de pássaros chegam a cidade promovendo diversos ataques.


O último filme de Alfred Hitchcock foi Trama macabra de 1976, ele morreu em 1980 de insuficiência renal em sua própria casa em Los Angeles. Porém, o seu legado continua até hoje, os seus filmes de suspense caíram no gosto do público e influenciaram uma geração, servindo de referências para os Thrillers atuais !!

 

Veja Também:

Alfred Hitchcock - parte 1